Buscar
  • Silvana Souza Silva

SONHOS NO SONO


O sono exerce funções reparadoras importantes para o ser humano, mas ao longo dos anos fomos tirando ‘tempo” do sono para dar conta de cumprir todas as demandas diurnas da vida contemporânea. E os sonhos que já foram um guia para os povos antigos que sempre eram apresentados com tantos símbolos e riquezas de detalhes passaram a ser esquecidos.


Se pararmos para analisar, falta tempo para dormir, imagine para sonhar.

Mas o sonho já ocupou um importante papel na civilização, para alguns povos ele era visto como um processo de transmissão de saberes e conhecimento e muitas vezes eram compartilhados e interpretados.


Na cultura ameríndias (primeiros índios que chegaram na América) acreditavam nos sonhos proféticos capazes de guiar povos inteiros para mudança de local ou posicionamento diante de um perigo.


Em algumas culturas indígenas ainda se fabricam o coletor de sonhos, considerado uma proteção capaz de capturar qualquer força maligna que possa causar pesadelos. Esse talismã é colocado no alto da cama, principalmente de crianças, para que tenham bons sonhos.


No cristianismo o sonho representou um poderoso instrumento de revelação e propósitos divinos. No evangelho de Mateus ele afirma que Jesus foi protegido diversas vezes por orientações dadas em sonhos aos reis magos.


Na linguagem popular quando conseguimos algo que muito perseguimos dizemos “realizei um sonho” ou ainda quando nos encontramos em uma situação de extremo prazer dizemos “parece um sonho”, a ligação entre sonho e felicidade está cada vez mais em evidência.


O sonho, um dos produtos mais misteriosos do cérebro, tem interessado cientistas e profissionais da área da medicina. O professor Sidarta Ribeiro diretor da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e um dos fundadores do Instituto Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, é atualmente um grande percursor dessas pesquisas, ele está fazendo uma aproximação dos achados da neurociência contemporânea com as hipóteses de Freud do início do século XX




1 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo