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  • Silvana Souza Silva

Por que a psicanálise?

Atualizado: 20 de Mai de 2019


O psicanalista se propõe a ouvir além do que o paciente está dizendo, além do sintoma ou da queixa que ele traz; procura ouvir fundamentalmente o inconsciente.


O conceito de inconsciente, proposto por Freud, trouxe grande resistência. De fato, não é fácil admitir que não somos senhores da nossa própria casa, que nossas ações não são determinadas unicamente pelas nossas vontades conscientes.


É preciso admitir que “há algo em mim, apesar de mim, para além de mim”. Mas o que fazer quando não é mais possível negar isso? Freud usa uma metáfora de que não adianta o cavaleiro fechar os olhos quando os cavalos estão indo para o precipício.


Diferentemente da psiquiatria e da psicologia, o foco da psicanálise não está nos comportamentos.


Ela dá muito valor para materiais considerados sem importância: o sentido dos sintomas, sonhos, lapsos, a forma como as relações se estabelecem...


A regra fundamental da psicanálise é a associação livre: “diga tudo que lhe vem a cabeça, sem se perguntar se faz sentido ou não, se é relevante, se é adequado...”


A psicanálise não busca produzir indivíduos sem conflitos, mas estabelecer novas formas de equilíbrios.


É uma viagem pelo estranho familiar. Aonde vai chegar uma análise? Quanto tempo irá durar? Que benefícios o sujeito terá a partir dela? Que rumos tomarão o seu sintoma?


Essas e muitas outras perguntas só poderão ser respondidas pelo próprio paciente/analisando a partir da sua própria experiência de análise, se responsabilizando pelo seu desejo.


Silvana Souza

Omhara

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